segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mais Uma Dose!!



PUTAQUEPARIU! Sei que não é assim que eu deveria começar, mas foi essa a reação que tive ao acordar nua, no terceiro andar de uma quitinete com vista para uma praça. Ao fugir do sol escaldante dou de frente com costas masculinas, largas, morenas e arranhadas.

Andando de ponta de pé sigo procurando minhas peças de roupas espalhadas – O filho da puta rasgou meu soutiã – e fujo até o banheiro minúsculo. Tento vestir as roupas, fazer com o mundo pare de rodar e relembrar os passos de ontem, o que fiz, aonde fui e pra quem dei. Lavando o rosto, tiro o resto da maquiagem preta em meus olhos e vejo algumas marcas que até ontem não pertenciam a mim. Um roxo no pescoço e algumas marcas de dedos em minha bunda. Percebi que nossa festinha havia sido animada, mas ainda não lembro dele, nem seu nome, muito menos seu rosto. Será que foi bom, será que ele faz gostoso?

Vamos lá! Saí ontem pra um barzinho novo, desses moderninhos com bandinha, DJ, bebida liberada até certo horário e pessoas praticamente no cio. Encontrei velhas amigas, do tempo de faculdade. Queríamos reviver os bons tempos e me apresentaram à banda que tocava naquela noite. Àquela altura eu mal sabia onde morava. - Lembrei, É o guitarrista! - Acabei me agarrando com ele por lá mesmo, mas ainda não lembro de como vim parar aqui.

- Alô, Joana?
- Mônica, sua doida! Onde você está?
- Te liguei pra saber disso. Pensei que você teria a resposta.
- Quando vi, você e o guitarrista sumiram, ele disse que ia te deixar em casa.
- Valeu, beijos!

Ah covarde, me trouxe pra cá! Saí do banheiro fazendo barulho e ele nem pra se mexer, fiz um café quente pra colocar as idéias no lugar. Sentei no colchão jogado ao chão e fiquei olhando. Era bonito, feições fortes, de homem, mãos grandes, será que o resto também era grande? Lembro de flashes, fui recordando e veio tudo de uma vez.

Nossa! Ele não era só bonito, era bom de cama. Lembrei que no início foi cuidadoso, mãos leves, carícias, fungadas beijinhos. Quando estava me ganhando mostrou ao que veio. Era forte, não musculoso, mas sabia prender meus braços, além de ser bom observador na hora em que perguntava se eu queria continuar, eu dizia que não e ele afirmava que meus olhos mentiam. Era um digno filhodaputa! Lembro de ter tido orgasmos, não um, mas vários.

Espantei aqueles pensamentos e resolvi ir embora, não sem antes deixar mais uma marca minha pra ele. Um bilhete, escrito em folha de bloquinho velho encontrado em minha bolsa e com lápis de olho. Grudei-o no espelho com o seguinte recado: Adorei a noite, beijos, Mônica! E a marca do meu beijo em vermelho sangue.

Um comentário:

Verdade curiosa disse...

uowwwwwwwwwwwwwwwwww!!!

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